ॐ नमः शिवाय ॐ नमः शिवाय Om namah Shivaya Om namah Shivaya

21 de abril de 2008

Trapaceando os trapaceiros

O Senhor Siva expressou a Narada seu arrependimento em ter dado bênçãos aos inimigos do Senhor Krsna. Para realizar os desejos de Krsna, ele deu bênçãos a demônios como Ravana, Vrkasura, Salva e Jayadratha e, desta forma, ele realizou atividades que eram, aparentemente, opostas ao Senhor Krsna e a Krsna-bhakti.

Narada Muni disse: “Mestre, por favor, não tente enganar-me. Sei que, tudo o que você faz é para satisfação do Senhor Krsna e para ajudá-Lo em seus passatempos, para o beneficio de todos os seres. Você me disse que, muitas vezes, deu bênçãos aos inimigos dEle. Os inimigos dEle, assim como os inimigos dos primos dEle, os Pandavas, o adoram para obter bênçãos com a intenção de usá-las para o mal. Eu também sei que você concede a eles bênçãos, mas essas bênçãos não são infalíveis; elas sempre têm um ponto fraco.

Na verdade, você engana essas pessoas somente para agradar Krsna. “Você é, sem dúvidas, Seu melhor amigo”.

Siva e Narada continuaram a discutir alguns incidentes históricos que, de acordo com Siva, provavam que ele não era querido por Krsna, mas, de acordo com Narada, provavam o oposto.

Um ponto fraco

O grande épico Mahabharata nos conta sobre o Rei Jayadratha, um dos tantos demônios que receberam tal bênção astuta do Senhor Siva. Duryodhana, o primo paterno dos cinco irmãos pandava, deu sua irmã Dushala em casamento ao Rei Jayadratha, assim, o Rei passou a ser considerado cunhado dos Pandavas. Certa vez, Jayadratha tentou seqüestrar a esposa dos Pandavas, Draupadi, pois tinha o grande desejo de fazer dela sua esposa. Sendo forçada a entrar na carruagem, ela avisou-o, chorando: “eu sou a esposa dos pandavas. Quando você for pego, será punido e morto!”

A arrogância de Jayadratha impediu-o de ouvi-la, dando continuidade ao seqüestro. Enquanto isso, o sábio Narada aproximou-se dos Pandavas e informou-os: “Oh, eu vi Jayadratha levando Draupadi embora e ela estava chorando!” - Dois dos Pandavas, Bhima e Arjuna, imediatamente, saíram atrás dele. Bhima desceu de sua carruagem e correu mais rápido que os cavalos de Jayadratha. Com seu arco e flecha, Arjuna criou um círculo de fogo que rodeou a carruagem de Jayadratha, que foi capturado e não pode se mexer. Ele foi severamente espancado por Bhima e preso por Arjuna, amarrado à carruagem e levado para onde Yudhistira Maharaja encontrava-se com Draupadi.

Bhima e Arjuna falaram com Yudhistira, seu respeitável irmão mais velho. Bhima insistiu: “Eu quero matar Jayadratha. Por favor, ordene-me a matá-lo”.

Apoiando Bhima, Arjuna disse: “Jayadratha cometeu uma ato hediondo e deve ser morto”.

O rei Yudhistira respondeu: “A ofensa foi cometida contra Draupadi. Devemos levar o caso até ela, e faremos o que ela mandar!”

Quando Jayadratha foi trazido aos pés de Draupadi, ela, misericordiosamente, pediu a seus maridos: ‘”Não o matem; perdoem-no. Ele é nosso cunhado. Se vocês o matarem, sua prima-irmã será viúva e lamentará pelo resto de sua vida”.

Bhima e Arjuna então, foram ao Senhor Krsna e apelaram: “O que devemos fazer? Juramos matar Jayadratha e agora, Draupadi nos pede para perdoá-lo”.

Krsna respondeu: “Para alguém que já foi honrado, a desonra é pior do que a morte”.

Arjuna raspou o cabelo do Rei Jayadratha, deixando cinco mechas de cabelo e ele raspou a barba apenas de um lado de seu rosto. Jayadratha sentiu-se humilhado e, depois de ter sido liberado por Bhima e Arjuna, ele achava melhor ter sido morto. Ele pensou: “De qualquer irei me vingar”. Pensando assim, ele foi a Gangotri nos Himalayas e adotou uma penitência severa para satisfazer o Senhor Siva.

Depois de alguns meses, ele abandonou o consumo de comida, água e atividades corporais e estava quase morrendo. Nesse ponto, o Senhor Siva veio e perguntou que bênção ele queria como resultado de tanta austeridade. Jayadratha respondeu: ”Eu quero vingança contra os Pandavas. Quero derrotar e matar todos eles”. O Senhor Siva disse: “Você pode derrotar os Pandavas, mas, somente Yudhistira, Bhima, Nakula e Sahadeva; Arjuna não”. Jayadratha disse: “Se esse pedido não pode ser completamente satisfeito, então, por favor, conceda que nem Arjuna, nem ninguém será capaz de matar-me”. O Senhor Siva respondeu: “Posso conceder-lhe o seguinte: se sua cabeça for cortada e cair ao chão, a pessoa que causou isso morrerá imediatamente. Sua vida será salva e sua cabeça será restituída ao seu corpo. Você poderá ser morto centenas de milhares de vezes, mas, você não morrerá. De outra forma, se sua cabeça decepada cair nas mãos de seu pai e ele a jogar no chão, então, você morrerá”. Jayadratha estava satisfeito, pensando: “Meu pai nunca faria isso”.

Quando a batalha de Kuruksetra começou, Jayadratha adotou o lado dos inimigos dos Pandavas, Duryodhana. Numa tarde, durante a batalha, quando o sol estava se pondo, o pai de jayadratha estava absorto orando e fazendo uma oferenda de água ao deus do Sol. Arjuna viu esse momento oportuno. Com um hábil arremesso de uma flecha, ele separou a cabeça de Jayadratha de seu corpo e fez com que a cabeça caísse nas mãos de seu pai que estava meditando. Assustado e sem pensar, o pai de Jayadratha jogou a cabeça no chão. Então, abrindo os olhos, indagou: - O que era aquela coisa molhada? Vendo que ele acabara de jogar a cabeça de seu filho ao chão, começou a chorar, “Oh meu filho! Oh meu filho! Você está morto agora!”

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